Travessia do canal da Mancha...

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

“Embuste singrado: És Fado e Vida"



                                 

Ah, esse pousar de palavras
Esse singrar de partilha
Derramando nos olhos:
Vontades e fábulas;
E no coração:
Facto, bendiga…
Ah! …
Esse antigo abundante;
Fazendo de ti, canção,
Em mim: Saudade mutante,
 Liberdade, razão…
Poria teus sonhos ao peito,
Porém, de toques certeiros…
Que, em tão vivo conceito:
Lábios e olhos montanheiros…
Faria de ti o planalto,
Mais terno da minha ida;
Onde: O amor fala mais alto…
Da garganta, o fado, a vida.


***

“Tornado Pedra”



Como se pode viver assim: Uma vida cheia de nada?
Tudo fica; ou, vai ficando para lá…
Como se tratasse de uma outra vida;
Um vazio constante de instantes memoráveis;
Recordações, que já não sei se o são, ou se apenas serão recordações de recordações;
Se foram vividas, ou imaginadas, dentro das recordações que, por forças inconscientes, o consciente rejeitou; talvez, para que pudesse fugir ao medo de sentir o amor e este dominar todos os meus pensamentos e me ferisse e me desesperasse ao ponto de me abandonar “a mim mesmo” e perder esta paixão; aprisionando-a naquele vazio que me preenche, para que não mais fosse eu, mas sim, esse malvado sentimento que enterro, com angústia, lavada em lágrimas, secretas; para que assim, continue a mágoa de mim, por mim criada, onde me escondo e torno pedra.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

“Vertigem silenciosa”


                                          

Procuro-te, dentro de mim,
Como um pedaço de ti; que me falta:
Mutilado…
- Vertigem silenciosa,
Que acorda o segredo amargo da minha língua...
Cobrador das minhas emoções;
Onde as lágrimas partilham o peso clandestino,
 De explorar, do lado de fora,
Aquele amor soberano;
Transbordando sobre todos os passos do meu caminho…
Palácio que sustenta o badalo,
Que grita, pela tua imagem no meu destino.
                         ***

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

APRESENTAÇÃO :: Aentidade, Ubirajara

APRESENTAÇÃO :: Aentidade, Ubirajara

Eu estou farto de ver e escutar pessoas evocando atenção ou disputando espaços neste mundo midiático e economicamente globalizado em que vivemos neste inicio de século

Leia mais: http://www.aentidadeubirajara.com/apresenta%c3%a7%c3%a3o/

sábado, 29 de setembro de 2012

“Cheguei Tardio”




No rosto cultivo, marcas que a vida disse;
Leitos húmidos, d’amor em águas puras
- Mas porquê, em tal rosto, cor tão triste?
- É o tempo, ó dor, que muito curas

Choro sim, ainda, as lágrimas que chorei
Lavrando mais fundo, a causa, ou razão
Dos cem anos que não nasci, tarde cheguei
Para te abraçar, dos lábios ao coração

Pois que cheguei, tarde, para te ver
Mais tarde, na tarde que te fui conhecer
E em teus braços abertos, choro essa dor

Cheguei, tardio! A beijos incertos
E não te beijei, nem oiro dos desertos
Que colham dos meus olhos, tua boca em flor…